terça-feira, 13 de agosto de 2013

O dia do choque.

Uma pena que tivemos que abandonar a "Choveland" e seguir caminho para Varsovia (a versao polonesa miniatura de Sao Paulo), mas por outro lado ja nao aguentavamos mais ouvir os berros daa gaivotas e saber que a cidade fecha seu comercio as 5h da tarde e soh resta os restaurantes e todo.o.frio na praia que so Blackpool pode oferecer.
Saimos do hostel e fomos para a estacao de trem de Blackpool para ir para Manchester e de la pegar um voo para Varsovia.

E nossa aventura segunda guerra mundial ja comeca logo na estacao de Blackpool (que eh bem pequena). La tem um memorial para as pessoas que morreram durante os bombardeios da Segunda Guerra na cidade e as pessoas que ajudaram a socorrer e tentar salvar aquelas vidas. <3

O trem ia direto pro aeroporto, ou seja, sairiamos do trem e entrariamos no aviao. Extra, extra 13 pessoas enganadas. Chegando na estacao, descobrimos que a Ryanair (aquela mesma fdp dos posts anteriores) era na ultimo terminal do aeroporto e que tinhamos que andar (dentro do aeroporto mesmo) por 12 minutos para chegar la. E claro que o check in da ryanair era o ultimo balcao... Resumindo, andamos pra cacete soh pra fazer o check in.

Ai ta, burocracia de aeroporto, blablabla, no aviao conhecemos um cara que ja tinha ido pro brasil, e ele disse que achou lindo os lugares, mas que eh nitida a diferenca social. Explicou que as pessoas, em geral, batem palmas ao aterrizar porque na epoca do comunismo, era uma forma de agradecer por terem sobrevivido ao voo, enfim, coisa de idiota.

Chegamos no aeroporto, passamos na imigracao e ok, fomos de taxi pro hostel. Tinhamos lido na internet e o cara mesmo do aviao alertou para tomar cuidado e soh pegar taxi de companhias autorizadas... Os taxis ficam dentro do aeroporto (igual guarulhos)  e tem um funcionario do aeroporto que guia pra onde ir, chegamos no hostel, conversamos com as pessoas que estavam no quarto e famintos, fomos procurar algo para comer, rodamos e rodamos e acabamos comendo no restaurante israelita do lado do hostel, ja que tinha falafel, vamos la neh.... E para nossa alegria e surpresa, eh um restaurante vegan da rede fooddesigners... E arrisco mais do que certa de que comi a melhor comida veg da vida. O restaurante chama Tel Aviv e eu mais que recomendo.

Dormimos.

Acordamos hj e fomos para o museu do levante polones de 1944.

Foi emocionante ver a revolta contra o nazismo, a luta pela vida de milhares de pessoas, a luta de pessoas que se solidarizaram, mesmo sem ter uma ligacao sanguinea ou afetiva, que lutaram para defender ideias e pessoas... causas justas e reais.... 60 e poucos anos depois, poder vivenciar essa experiencia de passar por lugares que foram destruidos, pessoas foram dizimadas, estar proximo ao gueto, imaginar que as escadas do hostel que descemos e subimos eram casas de judeus e nos colocar na pele dessas milhares de pessoas que deixaram suas casas para seguir para o inferno em vida. A tristeza que eh imaginar o sofrimento que passaram e as marcas que ficaram e que serao passadas de geracao para geracao nas familias dos sobreviventes e dos que se mobilizaram... Imaginar a dor da fome, do frio, do calor, das balas, do medo, da duvida de conseguir escapar com vida, do destino, de se separar dos parentes, dos amigos, medo da solidao e negligencia do mundo de olhar tudo acontecendo e nao tomar partido para defende-los....indefesos....

Um choque de realidade. Eh isso que a Polonia oferece aos turistas. Uma forma de, manualmente, fazer a sua ficha cair sobre o que eh respeito ao proximo, compaixao, ser humano e solidario, a pseudo liberdade que vivemos....

Entao, se um dia, achar que sua vida eh uma bosta, que nao tem valor, que nada ta bom ou sentir raiva de uma pessoa por ela ser diferente de voce (seja em qualquer merito), sugiro viemente que compre uma passagem para varsovia/cracovia e auschzwitz e encare a vida real.

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